Cinco homens lindos do rap nacional

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Eles são os donos das rimas que esfregam na cara da sociedade a realidade dos povos das favelas, quebradas, morros deste país. E se não bastasse tudo isso, os boys ainda são lindos. Devem ter chulé, mau hálito, não é possível tanta perfeição num corpo só. Vamos então a eles, senhoras e senhores, cinco dos homens lindos, verdadeiros homões da porra, da cena do hip hop nacional.

 

MV Bill

 

Ai meu coração! Rapper, ator, escritor e… crush da maioria das pessoas ouvidas por Rio Gay Life. O carioca da Cidade de Deus é um dos principais nomes da história do rap brasileiro. Poderíamos aqui falar de sua biografia, como quando foi acusado de apologia ao tráfico por uma polícia até então desacostumada a ver um negro contestar os métodos fascistas de grande parte da corporação.

 

Poderíamos falar também do documentário Falcão – Meninos do tráfico, que escancarou no horário nobre da maior emissora do país a realidade do comércio de drogas nas favelas do Rio ou de seus livros, como o genial Cabeça de Porco. Ou de seu ativismo social, como o engajamento na campanha pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Mas estamos aqui para falar desse homão de 1,95m, de um jeito doce de falar proporcional ao seu tamanho. O Bill de voz potente para denunciar injustiças é o Bill que revela a timidez nas entrevistas com um sorriso de canto de boca que… aiai.

 

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E são essas as características que encantam a promotora de vendas Lara Lincoln “Sou apaixonada pelos olhos dele…na verdade seus olhos e suas mãos. Adoro homem assim, grande,expressão forte, mas com olhar doce. Sem falar que, ele tem um jeito de quem tem A PEGADA”. disse ela. Opinião igual tem o  autor da coluna Enegrecendo, do blog Os Entendidos, Leopoldo Duarte. “O MV Bill é gato demais. Acho legal como ele encarna o estereótipo de hipermasculinidade que se espera no ritmo, mas tem um jeito de menino. Doce e acanhado as vezes. Firme, mas nada ameaçador em outras. Além de ser um rapper antenado em questões sociais, que desenvolve trabalhos e conscientização em suas letras”, definiu. Já o modelo Ed Junior, encontrou em Bill uma outra fonte de admiração. “Ele tem cara de quem sabe que é gostoso”, resumiu.

 

Rael

 

Rael, ou Rael da Rima, é mais um sapão lembrado por admiradores do Rap Nacional e dos rappers do Rap nacional. Ele é o cara da mistura. Rap com reggae. Zona norte com zona sul. Escreve sobre o sofrimento cotidiano com o mesmo talento que escreve sobre um encontro de amor. Tudo isso cantado por uma bela voz que chega macia aos ouvidos para tocar mente e coração. Os inconfundíveis dreads e óculos compõem o estilo do cantor que encantam os fãs.

 

O jornalista Leo Libânio aponta a beleza e a doce maturidade como elementos que fazem de Rael um charme. “Com certeza o Rael é um dos mais lindos, ele é um gato. Apesar de ser um cara com mais de 35 anos, ele acumula a maturidade de um homem feito com a ternura de um jovem. Eu me sinto atraído pelo jeito que olha, para as cameras em seus clips (nunca fui em um show, gostaria). Sorte de quem o tem como namorado ou marido. Imagina acordar todos os dias e olhar para esse homão, ô sorte”.

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Emicida

 

Ele é lindo! (licença para o autor do texto se derramar) Ele é fofo! Ele é o cara! Emicida foi um dos primeiros rappers a ser bem sucedido ao abrir o rap nacional a outros temas além do sempre necessário retrato da vida loka nas quebradas das periferias do país. Abriu caminho para outros talentos da cena do hip hop com sua gravadora independente Laboratório Fantasma. É o rimador que você respeita. Campeão 11 vezes da Rinha dos MCs. Chamado de vendido ao navegar por letras e melodias além do hip hop, assim como um dia Caetano Veloso foi vaiado ao cantar, nos anos 60, a música que fazia sucesso no rádio AM ou quando Bob Dylan foi vaiado por usar guitarra elétrica pela primeira vez. A transgressão que sempre incomoda a um grupo de supostos transgressores.

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Com cara e o jeito de menino, parece difícil acreditar que Emicida já passou dos 30 (faz 32 no próximo mês). “Ele parece aquele boy que vai sentar com você, te explicar o mundo e te fazer carinho”, disse Renan Wilbert, da página Igreja de Santa Cher na Terra. “Ele é lindo!  Tem o olhar doce. Emicida tem aquele jeito de quem escreve poemas pra você, faz carinho até você dormir. Casaria com ele, ontem”, não titubeou o professor de História Rafael Oliveira.

 

Criolo

 

Criolo é daqueles artistas que podemos definir como um acontecimento. Dono de uma capacidade sobrenatural de versar sobre a realidade que o cerca. A arte de formar frases e compor canções com um grau absurdo de complexidade vocabular parecem brincadeira de criança quando entramos em contato com o universo do rapper paulista. Esse maravilhoso mistério que é também percebido em qualquer conversa de Criolo exibida na televisão. Os segundos de pausa antes de responder a uma pergunta, fazem a gente pensar: são os segundos que separam a resposta de um ser humano normal para a de um gênio.

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Gênio e gato, monamour. Aí fica difícil competir. Criolo parece ser a definição perfeita do canto das três raças. A beleza clássica do homem brasileiro. “Criolo é sensível e sexy. A boca dele é linda”, disse o consultor de TI Douglas dos Santos. “Criolo tem um belo par de olhos. E além da beleza física, sempre que pronuncia algo, sai poesia”, definiu o produtor de grandes festas da cidade, Rodrigo Ribeiro.

 

Criolo conquistou de vez o carinho de LGBTs ao rebater um comentário preconceituoso disparado por um apresentador que ironizava a sexualidade do cantor Freddie Mercury “Não vou rir. Aí parece que é defeito o cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”, lacrou o cantor. No ano passado, Criolo deu uma linda demonstração a todas as pessoas de que sempre é tempo de aprender a respeitar o próximo. Ele alterou a letra  da canção "Vasilhame". Na letra original, lançada há 11 anos, os versos transfóbicos diziam "Os traveco tão aí, oh! Alguém vai se iludir". No relançamento do álbum "Ainda é tempo", a sensível mudança: "O universo tá aí, oh! Alguém vai se iludir". Aplausos de pé!

 

Projota

 

Agora para tudo que é hora do homem que provoca histeria por onde passa. Os números da carreira do rapper paulista são assombrosos. Craque na improvisação, venceu três vezes a Rinha dos MCs. São mais de 100 milhões de views e mais de dois milhões de inscritos no Youtube. Mais de 7 milhões de pessoas acompanham sua página no Facebook. Os shows, sempre lotados, arrastam uma multidão de fãs fiéis Brasil afora. E a mulherada se espreme diante do palco para conseguir a atenção do muso do rap nacional. Bastam as luzes se acenderem e o nome do rapper ser anunciado para que a gritaria tome conta dos shows

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E não apenas as mulheres. Thiago Martins, 18 anos, sempre que pode vai ao show de Projota acompanhado da irmã mais velha. Como ele ainda não conversou com a família sobre a orientação sexual, para todos os casos é apenas a música que o leva às apresentações do ídolo. “Mas lá no show eu não me controlo, canto todas as músicas bem alto. Ele é lindo demais. Seria meu sonho um dia poder tirar uma foto com ele. Espero que um dia isso possa acontecer”, disse o rapaz.

 

Todas as fotos são de divulgação, publicadas nas páginas e sites oficiais dos artistas