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Confira os espetáculos com a diversidade como tema em cartaz neste final de semana

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Com a arte apresentada por estrelas como Ru Paul e  Pabllo Vittar como fonte de inspiração, o espetáculo “Le Circo de la Drag” faz a sua semana de estreia neste final de semana na Lapa. Segundo os criadores, a peça surge como uma necessidade irreprimível de falar do nosso mundo em termos ricos de diversão e crítica. Com uma liberdade brincalhona, a“trupe” composta por Juracy de Oliveira, também diretor, Leonardo Paixão, Mateus Muniz e Vanessa Garciase desafia a fazer uma recriação burlesca de diversos modelos determinados, colocando uma lente de aumento nas fragilidades e inconsistências dos originais. O espetáculo é filho da sátira e primo da metáfora, mas, acima de tudo, é um modo de se fazer ironia. Na receita: uma fatia de delicadeza, muitas doses de crítica e uma pitada de crueldade. É deboche. É escracho. É sempre – sempre – cair do salto e não se levar a sério. Afinal, nada mais cafona do que se levar a sério.

 

Usando unicamente a linguagem da dublagem, o grupo cria diversos números que tem em sua origem a observação do comportamento urbano e a denúncia dos absurdos cotidianos aos quais somos submetidos dia após dia.  Durante a temporada, a peça contará com participação especial de nomes como Jesuíta Barbosa, Fabiano de Freitas, Vilma Mello, Julia e Livia Bravo, Blackyva, Gisele Almodóvar, Fabiano de Freitas, Rodrigo Candelot, entre outros. Concepção e direção geral de Juracy de Oliveira, que também estará no elenco.

 

"Le Circo de La Drag" fica em cartaz na Casa de Baco até o próximo dia 27, de sexta a domingo, às 19h30. Rua da Lapa, 243.

 

Ocupação Rio Diversidade segue temporada de sucesso

 

Depois de um final de semana de estreia com casa lotada, a Ocupação Rio Diversidade Segue temporada no Teatro ipanema.

O espetáculo indicado ao Prêmio Shell, Categoria Inovação, e ao Prêmio APTR, Categoria Especial, celebra a diversidade sexual e de gênero. Apresentada pela drag queen Magenta Dawning a ocupação realiza um espetáculo composto de quatro peças curtas Genderless- Um corpo fora da lei (texto Marcia Zanelatto, direção de Guilherme Leme Garcia, com Larissa Bracher),, COmo Deixar de Ser (texto Daniela Pereira de Carvalho, direção de Renato Carrera, com Kelzy Ecard), A Noite em Claro (texto Joaquim Vicente, direção de Cesar Augusto, com Thadeu Matos) e Flor Carnívora (texto Jô Bilac, direção de Ivan Sugahara, com Gabriela Carneiro da Cunha). 

 

O primeiro solo da noite é "Genderless - um corpo fora da lei", com Larissa Bracher. O texto, escrito por Marcia Zanelatto, parte de Norrie May-Welby, a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida pelo seu Estado, a Austrália, como sem gênero específico, e faz uma reflexão sobre os conflitos entre as identidades de gênero e as estruturas sociais. A direção é de Guilherme Leme Garcia

 

Em seguida, será apresentada "Como Deixar de Ser",  com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Renato Carrera. Na montagem, uma mulher de meia idade, interpretada por Kelzy Ecard, está presa dentro de um "armário-sala", herança da mãe, simbolizando sua prisão interna. Durante 20 minutos de exasperação, ela divide com a plateia o peso de não ter a coragem de assumir quem é verdadeiramente, revelando seus pensamentos e desejos mais profundos.

 

A terceira peça é um solo de Thadeu Matos. Em "A noite em Claro", o autor, Joaquim Vicente, lembra que ainda estava sob o impacto do assassinato do diretor teatral Luiz Antonio Martinez Correa, nos anos 1980, quando um amigo contou que tinha passado “a noite em claro” com um assassino que talvez fosse o mesmo procurado pela morte de Luiz Antonio. O verídico relato foi transformado em peça com direção de Cesar Augusto.

 

Fechando a noite, noite tem texto de Jô Bilac, especialmente escrito para a ocupação.  Em plenária, a FLOR CARNíVORA, afirma o hermafroditismo das plantas, sua indefinição de gênero, sua intersexualidade, e protesta contra a colonização organizadora do homem, que procura catalogar e normatizar o que a natureza criou diverso. Um ato de liberdade por um mundo menos transgênico e mais transgênero. Com direção de Ivan Sugahara, as atrizes Gabriela Carneiro da Cunha e Adassa Martins se revezam no papel, ao longo da temporada.

 

Quem apresenta o espetáculoé a drag Magenta Dawning. Criada pelo ator e diretor Bruno Henríquez, a drag queen Magenta Dawning é uma dama dos palcos. Ela nasce de um mundo de atrizes, cantoras e personagens que habitam o universo do performer e surge, antes de qualquer coisa, como homenagem e celebração a "esse X que todo mundo tem".

 

TEATRO IPANEMA – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema. Telefone – (21) 2267-3750. Sábados 21h, domingos e segundas às 20h. R$ 40,00 (inteira) Capacidade: 198 lugares. De 22 de julho a 14 de agosto.