'País racista e machista', diz Liniker sobre repercussão de abuso em show

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Um dos maiores expoentes da música brasileira na atualidade, a cantora Liniker comentou pela primeira vez em entrevista toda a repercussão provocada pelo abuso que sofreu em um show no final de agosto na cidade de Santa Maria (RS). No dia seguinte ao episódio de assédio, ela usou o Instagram para desabafar. "Foi horrível. Alvoroçaram minha bunda. Objetificaram meu corpo preto". No entanto, a reação de parte das pessoas nas redes sociais e até de colunistas (todos brancos) foi de minimizar o ocorrido e tratar com ironia a reação da cantora à violência sofrida.

 

"Quando um cara branco, que tem a mídia como voz, que tem a internet para dizer o que ele pensa,  fala que é um mimimi só me deixa com pena. Mostra mais uma vez que o nosso país é racista e machista. Infelizmente, comentou Liniker. A cantora revelou que  o caso de assédio no Sul não foi o primeiro vivido em um show.

 

"Desde o meu primeiro show é uma coisa que acontece muito. Ali ( o desabafo no Stories) só foi um saco cheio, uma tampa de panela que estourou, explodiu e eu precisava dizer. Eu não ia passar mais uma vez calada, fingindo que não estava acontecendo, fingindo que estava tudo bem", declarou.

 

Na entrevista, Liniker adiantou que lançará um novo álbum em 2018. Ela fala sobre a carreira, identidade de gênero e transfobia. 

 

O caso de assédio

 

No dia 25 de agosto, Liniker usou a ferramenta Stories do Instagram para reclamar do assédio sofrido em show realizado na cidade gaúcha. Um grupo aproveitou o momento que a cantora desce do palco para interagir com os fãs, na canção  Prendedor de Varal, para passar a mão na bunda dela. No desabafo, Liniker disse ter ficado "muito incomodada, triste, chateada, não sabia onde enfiar a cara".

 

No entanto, alguns jornalistas do sexo masculino e brancos ironizaram a reação da cantora, classificando como mimimi e exagero. Aqui, tais nomes dos jornalistas não serão citados, afinal, eles vivem de polêmica. E o que querem é ibope. Aqui não terão.