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Vem ver como foi a apresentação do 'RuPaul's Drag Race: Werq the World' no Rio

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Lacração: Detox levantou o público em performance como dominatrix ao som da rainha Madonna. Fotos : Julio Campagnolo

Por Lucas Ribeiro

 

Cover girl put your base in your walk! Isso era a única coisa que passava na minha cabeça no caminho para assistir Werq the World, show derivado do programa RuPaul's Drag Race. Quem é fã do programa e acompanha todos os episódios, fica na esperança que sua drag favorita venha fazer show no Brasil. Com essa tour, os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de ver, não apenas uma, mas sete queens do programa além de Michelle Visage, jurada fixa do reality e amiga próxima de Mama Ru.

 

O show começa com uma performance de Michelle. Logo após sua apresentação, ela conversa com o público e diz, sem rodeios, que os Estados Unidos estão fodidos por causa de Donald Trump e a plateia brasileira concorda e diz que o Brasil também está. E Michelle puxa o coro de Fora Temer.  Logo em seguida, Kennedy Davenport, a drag mais alongada que já passou pelo Drag Race, arrasa nos saltos, espacate e aberturas. Kennedy era uma da drags que eu mais sonhava assistir de perto e ela não decepcionou. A queen encerrou sua performance com um funk pra homenagear o Brasil.

 

A sul-coreana Kim Chi trouxe ao palco toda a essência de sua cultura. Quimono, chapéu típico e dublando kpop, estilo de música que vem fazendo sucesso ao redor do mundo. Ela deu um toque todo especial à performance com dançarinos vestidos de Subzero, personagem do jogo Mortal Kombat.

 

Detox usou a sexualidade como tema de sua apresentação. Vestida com roupa de látex, como uma dominatrix, ela mostrava quem era a dona da porra toda, comandando seus bailarinos sob uma intensa luz vermelha. Fã de Madonna, ela performou ao som de Best Night e S.E.X., ambas canções do álbum Rebel Heart.

Na volta do intervalo, Michelle Visage chamou ao palco quatro pessoas da plateia para dublarem por suas vidas, um momento divertido que rendeu boas risadas tanto pra plateia quanto pra quem estava no desafio. E no final a vencedora foi uma espectadora chamada Sandra que dublou Tina Turner.

 

Peppermint, que é mulher trans e drag queen, pôs o gogó para trabalhar e cantou ao vivo a música 24K do Bruno Mars. Ela também desceu ao palco e dançou no colo de um dos fãs na plateia. Valentina, que ficou bem querida pelos fãs do programa durante sua participação no reality, mostrou que a raiz latina é sua maior inspiração. Conquistou o palco com uma coreografia incrível ao som de salsa.

 

Michelle Visage, além de anfitriã, também se apresentou. Cantou maravilhosamente Besame Mucho.

 

Violet Chachik, vencedora da sétima temporada, abrilhantou o teatro com sua performance no estilo "old glamour vintage showgirl"  pendurada nas alturas em um bambolê. Com uma pegada circense e uma cintura finíssima, o público aplaudiu de pé a performance de Violet. A última a se apresentar foi Shangela, que é uma das favoritas dos fãs pra ganhar a temporada atual de Drag Race All Stars. Ela mostrou muita energia com uma coreografia de tirar o fôlego.....eu assistindo fiquei sem fôlego, imagina ela dançando?!

 

No encerramento, todas entraram no palco ao som de Sissy That Walk, um dos maiores hits da Mama Ru.

 

Eu,como fã, posso dizer que estou realizado, que valeu muito a pena enfrentar o percurso até chegar ao distante Teatro Bradesco. Mesmo quem não acompanha o programa ou nunca foi a um show de drag queens, ficaria extasiado com esse espetáculo.Todas aquelas artistas mostrando a todos que a arte drag merece ser respeitada e apreciada.